sábado, junho 17, 2006

3º dia de Safra

Sábado 29 de Julho
Para o terceiro dia de festival propomos as seguintes actividades façam os vossos comentarios a respeito delas e tambem a respeito de outras actividades que se possam realizar.
Arruda com Banda da Bendada
Passeio pedestre até à aldeia de Malcata com almoço de comida tradicional beirã (javali, cabrito, enchidos, sopa caseira). ( A realizar apenas havendo um minimo de 20 pessoas escritas)
Grallers de L’Acord (animação de rua)
Fole de Gaitas (animação de rua)
Jogos tradicionais portugueses
Workshop de adufe realizado pelas Adufeiras de Monsanto (rio)
Mostra de instrumentos da Extremadura, por Enrique Cordero (Extremadura – Espanha) (auditório)
Grupo de Coral Sabugal (Castelo)
Início do festival de acordeão e realejo. – Prof. Rui Chamusco (Castelo)
Baile/actuação dos fol&ar e Parasol danças tradicionais europeias (Castelo)

Semente Estrangeira

Tradere

O grupo formou-se em 1994 com o intuito de fazer uma série de concertos de Natal, devido ao excelente resultado meses mais tarde gravaram o seu primeiro CD “cantos de navidad y Reyes” que recebeu as melhores criticas dos especialistas. Em 2000 publicaram o seu segundo CD de nome “Andar, andola”, álbum que reflecte uma ampla mudança no estilo musical da banda desta feita com musicas mais ligadas a tradição popular da meseta do Douro.
Ao longo da sua carreira alcançaram um curriculum invejável, com actuações em vários países da Europa tais como Portugal Itália e Hungria

terça-feira, junho 13, 2006

Semente Nacional

Toque de caixa

Os Toque de Caixa nasceram com os cantares de janeiras, no natal de 1985. O gosto comum pela música tradicional fez com que os seus músicos, um grupo de amigos, prosseguissem a recriação de novos ambientes sonoros. O moderno e o antigo são elementos de fusão para uma "nova música tradicional". Como os próprios definem, todos os intervenientes nesta banda acreditam que "a música realmente inovadora é praticada por aqueles que reconhecem a profundidade e a complexidade da tradição". "Para se saber o caminho em frente e consolidá-lo, é bom não esquecer o caminho que está para trás, a história e a sua inegável importância". Afirmam.

segunda-feira, junho 12, 2006

As vistas....

Vista "cá de casa", do castelo que nos acolherá quando Julho quiser sair:


Aquele é o Rio Côa, e aquelas árvores darão sombra para acampar e para as actividades diurnas

2º Dia da Safra

SEXTA-FEIRA 28 JULHO

Actividades radicais tiro com arco, escalada, slide, etc.
workshops de dança
Animação de rua com os Fole de Gaitas
Concerto com a banda Galandum Galundaina
Concerto com a banda de Castilha y Leon Tradere

domingo, junho 11, 2006

Património a visitar

Castelo do Sabugal


O castelo do Sabugal está situado, na Cidade do Sabugal sobre um outeiro na margem direita do rio côa. A povoação do Sabugal tem origens lusitanas, conhecem-se inscrições que nos permitem dizer que as terras de riba côa eram provavelmente habitadas por um povo chamado Transcudani como aliàs o prova uma epígrafe situada na Ponte de Alcântara na província de Cáceres Espanha.
Sabe-se tambem da ocupação Romana como alias se depreende dos vestígios existentes, como pedras almofadadas, e Tegulae As excelentes condições geo-estratégicas do Sabugal fizeram com que Afonso IX de Leão permitisse a separação do Sabugal do conselho de Ciudad Rodrigo dando carta (Alfoz) ao Sabugal e ao mesmo tempo mandou reconstruir a fortaleza já ai existente.
Só em 1297 o Sabugal passou de vez a ser territorio nacional através da assinatura do Tratado de Alcanizes (povoação Espanhola perto de Zámora). Tendo D. Dinis mandado reconstruir a fortaleza tendo entregue tal tarefa ao arquitecto Frei Pedro Do Mosteiro de Alcobaça, as obras começaram por volta de 1297 terminando em 1303.
No que diz respeito ao Castelo ele foi construído de raiz por ordem de D. Dinis, terá sido construído sob uma da parte da cerca defensiva Leonesa como se pode observar na parte NO do Castelo onde se pode observar a diferença no aparelho de construção, da parte Leonesa ainda é possível ver vestígios das escadarias leonesas que levariam ao adarve, parte da muralha que servia para patrulha, isto quer fora quer dentro do castelo ou da cidadela melhor dizendo.
É também fácil verificar que o castelo não foi construído na mesma altura que a cerca defensiva da povoação, comparando a cantaria de ambas construções. As muralhas apresentam grosseiros e toscos silhares de granito, assentes sem argamassa, enquanto que Na cidadela se observa a conjugação de dois tipos de aparelho: a cantaria granítica e a alvenaria de xisto argamassado.
A construção duma torre de menagem de cinco quinas adossada à cidadela foi outra das medidas defensivas de D. Dinis como é confirmado pelo seu escudo de armas inserido em duas faces da muralha foi edificada no ponto mais elevado do outeiro com o objectivo de compensar a sua localização extremada a poente do aglomerado, pois do cimo da construção obtém-se um óptimo controlo visual das terras planálticas da Meseta.
Esta torre e um perfeito exemplo da arquitectura militar gótica como se pode constatar pela sua localização exterior as muralhas e por estar junto à porta de entrada em regra a parte mais sensível do castelo, quer pela sua forma pentagunal e utilização de balcões com mata cães um sistema de tiro vertical que é o maior exemplo defesa activa, provavelmente o balcão com mata cães é uma invençao militar portuguesa, o que e certo e que foi Portugal o palco perfeito para a sua utilização e afirmação como sistema defensivo .
A estrutura destaca-se pelos seus 28 metros de altura e pelos seus balcões com mata cães em cada uma das suas faces do 3º. Piso, até ao 1º andar a torre é maciça, como se concluí-o em trabalhos arqueológicos realizados recentemente pelo arqueólogo Marcos Osório no seu interior, ao contrário do que se pensava no início deste século, quando se acreditava ter uma grande cave cheia de riquezas.
As cinco quinas da torre são um dos ex. – libris da Cidade do Sabugal.
Falta referir ainda outro importante estilo arquitectónico e militar representado no actual Castelo do Sabugal, correspondente à intervenção Manuelina durante este periodo houve introdução de novas técnicas construtivas e defensivas.
Em 1811 o castelo serviu como base de apoio as tropas luso-britanicas no combate contra Massena.
Durante as convulsões da 1ª metade do século XIX (1846) a praça de armas foi entulhada e convertida em cemitério, o que implicou a destruição do que restava dos edifícios da cidadela. O espaço constituiu o cemitério da Vila até cerca 1925, quando foi transferido para o actual lugar.
Os Monumentos Nacionais executaram alguns trabalhos de restauro e preservação do imóvel na década de 30, procurando manter a originalidade possível, tendo também a mesma instituição em conjunto com a autarquia recentemente realizado obras de beneficiação da fortaleza tendo construído nela um palco e bancadas que de certo iram servir para transformar o espaço que tanto já deu ao Sabugal, num espaço vivo e centro de cultura onde se poderão realizar todo o tipo de espectáculos.

quinta-feira, junho 08, 2006

Celeiro

Diabo a sete


Os Diabo a Sete apareceram nos inícios de 2003 em Coimbra e formaram-se a partir da vontade de tocar e reinventar a música portuguesa de raiz tradicional.
Acreditamos que os ritmos e melodias que tocamos e que ouvimos por todo o país, seja em recolhas seja no labor musical de outros grupos, não são meros ecos de um passado mumificado. Traduzem, isso sim, uma forma de interpretar a riqueza musical do nosso país, feita de permanências, esquecimentos e cruzamentos fecundos com outras culturas.Se o lustro que habitamos é aquilo a que se convencionou chamar de música tradicional, não o fazemos, contudo, com o intuito de recuperar uma pretensa “pureza perdida” ou de tratar em termos de rigor “científico” as sonoridades e os instrumentos.
Transportamos ritmos e sons já outrora esboçados, mas com o intuito de fazê-los reviver, através das nossas experiências e do prazer que sentimos em tocar. É com estes ingredientes que pretendemos agitar um caldeirão antigo e de lá extrair algo novo.

Continuação da Safra

Chuhchurumel

Tal como tantas outras, também esta história pode começar por “Era uma vez…”.
Era uma vez um atelier muito grande. Ficava no Feital, no concelho de Trancoso, e era da Maria Lino, uma amiga escultora e pintora que tinha regressado há uns anos da Alemanha. Aí se encontraram dois músicos, ambos com grande interesse pelas tradições e pela música portuguesa.
Começaram a trabalhar juntos e decidiram baptizar-se. Procuraram, procuraram, até que encontraram o nome numa lenga-lenga chamada “O castelo de Chuchurumel”. Quando nasceu, Chuchurumel admirava as canções que o Michel e outros tantos como ele tinham descoberto e guardado com profundo amor. (Estava-lhe no sangue…) Juntou algumas dessas canções e cantou-as vezes sem conta num espectáculo chamado “Canções de Todo o Ano”. Depois fez um disco e mais um espectáculo (“Tapete Voador”).
E afinal, o que faz Chuchurumel? Canta e toca música tradicional portuguesa, usa muitos instrumentos e muitos sons, faz oficinas de formação, constrói instrumentos, faz nascer espectáculos para lugares especiais e adora salvar vidas: conversar com as memórias dos outros e fazer recolhas. Também gosta de pesquisar todos e quaisquer tipos de sons e de usar computadores e outras caixinhas mágicas.
Após dois anos de trabalho, Chuchurumel edita o seu primeiro disco, no castelo de Chuchurumel, que apresenta temas da tradição popular portuguesa (nomeadamente do distrito da Guarda) e composições originais.

Alguns dos temas gravados no castelo de Chuchurumel foram recolhidos por José Franco e publicados na revista “Altitude”, nos inícios da década de 40 do século passado: Canção da Ceifa (Gonçalo, Guarda); Aninhas (Sobral da Serra, Guarda); Cantilena de pedreiro (Barreira, Mêda); outros remetem para universos sonoros marcantes (os bombos da festa dos Montes, Trancoso), para a voz única de algumas informantes (Júlia Fonseca e Maria Augusta Moleira) ou para relatos singulares (relato de Lúcia Jorge a propósito dos trabalhos do linho).
O disco inclui também uma canção única: trata-se de “Se soenes crunhe penhar”, a única canção com letra elaborada na gíria de Quadrazais (Sabugal). Trata-se de uma gíria usada pelos antigos contrabandistas e que hoje está praticamente esquecida.No castelo de Chuchurumel, misturam-se instrumentos convencionais (percussões, gaita-de-foles, concertina, piano, ocarina, viola, bandolim), com instrumentos simples (pedras, paus), com outros construídos por César Prata e com programações.

quarta-feira, junho 07, 2006

3ª Semente

Isabelle Guerbigny

Isabelle Guerbigny é monitora de dança tradicional europeia na Escola Pé de Dança, em Évora, e numa série de festivais nacionais e estrangeiros. É membro do grupo Uxu Kalhus (como monitora de dança) e leccionou aulas intensivas de «Danças do Poitou» no quadro dos encontros da dança (Besançon - França). Desde 1979, participa em vários festivais e encontros de dança tradicional em Portugal e em França. Realiza regularmente oficinas de dança em Coimbra, Oliveira de Frades e Viseu.

2ª Semente


Quinta-feira – 27 de Julho

Animação de rua - Bombos
Animação de rua - Gaiteiros.
Workshop de gaita-de-foles e bombos
Workshop de danças tradicionais europeias por Isabelle Guerbigny
Chuchurumel
Diabo a Sete

segunda-feira, junho 05, 2006

Património a Visitar:

O complexo termal do Cró está situado entre as freguesias da Rapoula do Côa e Seixo do Côa, (15 Quilómetros da sede de concelho). As suas origens são antiquíssimas e possivelmente poderão ter sido usadas pelos Romanos, mas no entanto as notícias do uso das suas águas remonta só até ao século XVIII (1726).
É já só no séc. XX que estas começam a ser exploradas, 1912 (Guilherme Ivens Ferras) mas por vários motivos mas este projecto não foi para a frente.
Em 1935 (António Monteiro e Joaquim Manuel Antunes) durante a gerência destes construiu-se o velho balneário do qual hoje em dia podemos ver as ruínas deste outrora grande edifício.
Em 1955 esta sociedade foi vendida a uma outra sociedade (SPES) formada por três sócios (Alberto Dinis da Fonseca, Joaquim da Fonseca e Aureliano Dias Fernandes). Foi durante esta gerência que as termas viveram o seu período áureo que durou até 1975, a partir daí as termas foram votadas ao abandono e vandalismo, só mais recentemente as termas voltaram a ser exploradas devido ao esforço da autarquia que mandou instalar no local um balneário provisório onde se tomam os banhos.
É ideia da câmara revitalizar o complexo termal e fazer dele um dos pólos de grande atracção turística do concelho. Ao chegarmos ao local podemos ver a sua magnífica paisagem e o resto dos edifícios que formavam o complexo termal entre os quais se contam o velho balneário os poços de armazenamento de água termal a velha igreja de Nossa Senhora dos Milagres, a respeito da qual existe uma curiosa lenda. Podemos ver ainda a velha pensão dos milagres onde os banhistas se alojavam durante a época balnear e tomavam as suas refeições. O local é atravessado pela ribeira do Cró também conhecida por ribeira do Boi, esta faz a separação entre as duas freguesias é possível atravessá-la através de uns pontões.

terça-feira, maio 23, 2006

A proposta

A todos quantos partilham o gosto por cultura popular...
Aos que querem apresentar aquele projecto que vai deixar o mundo boquiaberto...
Ás ideias loucas, ás propostas arrojadas ou simples..

A transcudânia quer ouvir a todos.
Há espaço no festival de música tradicional do Côa para novas ideias, para inovar.
Digam-nos o que querem fazer, nós diremos quando.

transcudania@gmail.com

A espiga

De 27 a 30 de Julho: velhas raízes, novos valores... a vida de sempre

A semente



Ponte romana de Alcântara - Cacéres.

Nomes das tribos lusitanas que habitavam a Peninsula Ibérica. Pode-se ler o nome "Lancienses Transcudani" a possível tribo que habitou as terras de Riba Côa na próto-História, de onde deriva o nome Transcudânia.
De todas as tribos só se sabe o local exacto onde viviam os Egaeditani, na actual Idanha.