
Programa «Juventude em Acção»
Associação para a Valorização do Património Histórico e Natural do Concelho do Sabugal

Temos o gosto de comunicar a V. Exa. o lançamento da 3.ª edição do Fundo EDP para a Biodiversidade. Esta iniciativa, enquadrada na Política de Biodiversidade do Grupo EDP, visa contribuir para o conhecimento científico e estimular a criação de programas de conservação da Natureza em Portugal.
Entre os dias 22 de Abril e 30 de Junho de 2010 decorre o período de apresentação de candidaturas, cujo regulamento e as informações relevantes podem ser consultadas no site www.fundacao.edp.pt. (www.edp.pt/pt/
Nesta página também se disponibiliza informação sobre os projectos vencedores nas duas edições anteriores.
O Fundo EDP para a Biodiversidade foi constituído em 2008 e dotado de um montante global de 2.500.000 €, a ser utilizado gradualmente até 2011.
A edição deste ano, a exemplo do que aconteceu na de 2009, disponibiliza uma verba de 500.000 € para os projectos que vierem a ser distinguidos.
Para mais informações e apoio: fundobiodiversidade@edp.pt
Está ainda à sua disposição para visionamento, por 7 dias, um filme de divulgação do Fundo em: https://www.yousendit.com/
A ADES – Associação Desenvolvimento Sabugal, vem por este meio informar de que irá decorrer uma Sessão de Esclarecimento sobre Apoios e/ou Incentivos ao Investimento para o Sector do Turismo, no dia 31 de Março de 2010 (Quarta-Feira) pelas 14:30 h, no Auditório Municipal do Sabugal.
Esta Sessão contará com a presença das seguintes Entidades: Turismo de Portugal, I.P., e Região de Turismo da Serra da Estrela.
Segue em anexo a Ficha de Inscrição que deverá ser devolvida até dia 30 de Março para o seguinte contacto:
ADES – Associação Desenvolvimento Sabugal
Av. Dr. João Pereira, Apartado 40
6320-406 Sabugal
Tel/Fax n.º 271 752 056 e-mail: geral@ades.pt
Contamos com a sua presença e solicitamos o reencaminhamento desta informação a potênciais interessados!
Jorge Esteves
ADES - Associação Desenvolvimento Sabugal
Av. Dr. João Pereira
Apartado 40
6320-406 Sabugal
Tel/Fax n.º 271752056
Telem. 967716858

Formas de Pormenor – As Mesas – No trabalho de campo acerca da morfologia granítica na Serra das Mesas fomos presenteados com uma enorme variedade de formas de entre as quais destacamos, pela sua originalidade e singularidade as “mesas”. As “mesas” são a designação adoptada para referenciar esta forma cúbica e relativamente bem conservada que apresentam os blocos graníticos nesta serra. Foi talvez devido a este desconcertante modelado que a sabedoria popular pertinentemente chamou a esta serra a Serra das Mesas.
A morfologia designada por mesas tem claramente a sua génese no sistema de fracturas ortogonais, sendo a partir desta associação relativamente complexa de diáclases que se interseccionam formando ângulos rectos entre si, que se justifica a forma cúbica que apresentam as mesas, ou seja, blocos perfeitamente cúbicos, quase sempre ultrapassando a dimensão métrica.
As observações permitem-nos constatar, em primeiro lugar, um incisivo sistema de fracturas ortogonais, desenhando uma matriz bastante perfeita de diáclases, em segundo lugar, esta área provavelmente possui uma constituição mineralógica que difere nalgumas características do restante batólito e a partir do qual se poderá justificar uma maior resistência aos processos de meteorização resultando assim na morfologia única que apresenta.
Na evolução e desenvolvimento das “mesas” observamos que as zonas de diaclasamento correspondem às áreas a partir das quais os materiais alterados por meteorização foram transportados através do escoamento da água, formando espaçamentos cada vez mais largos entre os blocos, como é visível na fotografia que apresentamos.
Morfologia granitica da Serra das Mesas
Nesta área o estudo da morfologia granítica revelou uma intensa e interessante paisagem apresentando um modelado que se confirma variado e bastante singular, como são os exemplos que apresentamos em seguida, resultando em formas graníticas desconcertantes e pouco usuais que marcam indubitavelmente a paisagem e causando forte impacto no observador pela surpreendente beleza!
A meteorização esferoidal – As bolas de granito, variando em tamanho e perfeição de arredondamento, estão amplamente distribuídas por todos os continentes e em todos os tipos de climas, formando na paisagem conjuntos ou ocorrendo isoladamente. A génese e profusão das bolas graníticas deve-se ao facto das massas graníticas se encontrarem intensa e naturalmente diaclasadas, resultando este sistema de fracturação em inúmeros blocos relativamente individualizados e que posteriormente com a actuação dos processos de meteorização vão alterando e transformando o granito fresco, evoluindo os blocos duma forma angulosa para uma forma progressivamente arredondada.
A meteorização esferoidal, também designada por meteorização em “casca de cebola”, consiste no processo de formação de “conchas” concêntricas que envolvem completamente o núcleo de um bloco.
O processo de meteorização em “casca de cebola” está ligado ao desencadear da descompressão nos blocos de granito a partir de um ponto central provocando assim um desequilíbrio na estabilidade do bloco que evolui para o destacamento de placas por inteiro que envolvem o núcleo da rocha, podendo mesmo afectar conjuntos de blocos que apesar de sobrepostos não impedem a continuidade do processo de disjunção esferoidal de placas em redor de um bloco central, ou seja, ocorre um lajeamento concêntrico em consequência do alívio da pressão pois os materiais suprajacentes vão sendo alterados e removidos. Para ilustrarmos este caso concreto, apresentamos a seguinte fotografia:
Estudo da morfologia granítica na Serra das Mesas
Localização e enquadramento da área de estudo. A Serra das Mesas, latitude 40º
A Serra das Mesas
A Serra das Mesas destaca-se do conjunto de elevações onde está inserida, unidade geomorfológica da Serra da Malcata, por duas razões, em primeiro lugar, pela altitude, possuindo o ponto onde ocorre a maior altitude da unidade, atingindo os 1256m, e em segundo lugar, pelo facto de ser a única serra deste conjunto onde domina a litologia granítica.
Em relação à litologia a Serra das Mesas apresenta um granito porfiróide de duas micas e grão médio a fino. A Serra das Mesas é uma área intrigante e rica ao nível do modelado granítico, sendo possível observar na paisagem o granito esculpido com arte e mestria pela natureza e pela passagem do tempo. A área apresenta uma morfologia desconcertante tanto pela riqueza, como pela quantidade e originalidade de modelado que conserva e que resultou numa diversidade exuberante de formas.
O desenvolvimento do trabalho de campo levou à comprovação que o batólito da Serra das Mesas é um extraordinário “laboratório” de pesquisa da morfologia granítica, apresentando um ecletismo realmente notável e originando uma multiplicidade de formas sempre originais, sempre surpreendentes.
Caminhada a Malcata
Do Sabugal nos partimos,
vendo ao longe densa mata,
suaves encostas subimos,
para chegar a Malcata.
Corria a água para norte,
a água do Rio Côa;
Nós com saúde e com sorte,
Chegamos a coisa boa.
Com passos de papa-léguas,
Caminho fomos vencendo:
Lutamos ganhamos tréguas,
Deu no que estamos vendo.
Cada qual em seu lugar,
Comendo bebendo vinho -
Com tempo para saborear,
Este rico almocinho.
Sabemos que:
A todos o mar encanta!
Encantam as ondas na praia!;
Mas a serra, também encanta,
É bela a terra, os Verdes e a M,aia.
A todos os que aqui estão,
Que vieram a este passeio!
Desejo do meu coração!!!
Vivam bem um século e meio.
Alfredo Correia
Sabugal, 29/07/2006
Já em Agosto, na primeira semana, o sempre presente Andanças.“Um dia virá em que, no próprio local em que se situava, se perguntará onde ficariam todas as cidades que ao longo dos séculos impuseram o seu domínio, todos os monumentos que, pela sua amplidão ou beleza, ornamentaram os impérios.”
Séneca, epist.LXXI
Nas proximidades do Convento de Sacaparte, existem ainda os restos de um dólmen. Deste primitivo monumento sobram apenas três pedras, que constituem os restos de uma construção mais complexa, da qual só visualizamos uma parte reduzida, pois o monumento terá sido destruído ao longo do tempo, pelos trabalhos agrícolas e florestais e pela reutilização das pedras em muros das propriedades envolventes. A forma de colocação das pedras fincadas no solo é cuidada e a orientação E-SE do eixo principal da construção confirmam que se trata de um monumento funerário pré-histórico.
Estas construções sepulcrais eram constituídas por pedras mais ou menos verticais, em número variável – os esteios, e cobertas por uma grande laje horizontal – a mesa ou chapéu, formando uma câmara que se prolonga, por vezes, por um corredor igualmente coberto. As câmaras fúnebres podiam ter grandes dimensões, com mais de 2 metros de altura, outras vezes eram mais baixas, como parece suceder neste caso.
Mas o dólmen não se reduzia apenas ao grande caixão de pedra. Estas lajes estavam, na origem, cobertas por um amontoado de pedra miúda e de terra que revestiam por completo a estrutura pétrea, formando uma suave elevação no terreno, de forma semiesférica, que popularmente se designa por mamoa. As antas que hoje visualizamos estão, por isso mesmo, já bastante descaracterizadas, pois apenas lhes sobra a câmara interior. No dólmen de Sacaparte ainda se notam algumas pequenas pedras em torno das lajes fincadas, testemunhando a sua primitiva cobertura.
Nestas estruturas mortuárias eram colocados os restos mortais dos indivíduos das comunidades neolíticas e calcolíticas que habitaram a região durante o IV e III milénio a.C. Junto com os despojos funerários eram depositadas algumas peças de cerâmica e artefactos de pedra polida ou lascada. Muitas vezes os próprios esteios das antas apresentavam pinturas ou gravuras de arte esquemática, de significado desconhecido, que contribuem para a datação do monumento, o que não parece ocorrer neste caso.
O dólmen de Sacaparte é o único testemunho megalítico preservado no concelho do Sabugal, apesar de bastante destruído. No entanto, sabemos que a região do vale superior do rio Côa foi rica em termos de megalitismo, porque terão existido, pelo menos, mais nove antas na actual área municipal, que foram entretanto destruídas ao longo dos tempos: cinco em Ruivós, duas em Aldeia da Ribeira, uma no Cardeal (Rendo) e outra na Bendada.

Caria Talaia é o primitivo topónimo de um lugar pertencente à freguesia da Ruvina, conhecido apenas na documentação antiga. O topónimo tem origem árabe e possui o significado de “pousada-vigia”. O local corresponde hoje a um elevado relevo, destacado e sobranceiro ao rio Côa, a cerca de 11 km do Sabugal, com o nome de cabeço da Senhora das Preces, por ter sido edificada aí uma ermida de sua devoção.
A sua localização estratégica num óptimo ponto de travessia deste rio concedeu-lhe a importância militar no controlo das vias naturais e do território que se alcança desde o seu topo. Ainda se podem observar, hoje, os vestígios das antigas poldras de passagem do rio.
No topo do relevo foram identificados diversos fragmentos de cerâmica manual, de tradição pré-histórica, um fragmento de mó de vaivém de granito, e há referência ainda ao achado de um machado em bronze, que mostra que aí viveu uma comunidade que talvez recuasse à Idade do Bronze Final. Enquanto não forem realizadas escavações no local não poderemos conhecer melhor a natureza e a cronologia de ocupação primitiva do sítio.
Mais tarde, terá sido iniciada a construção de uma fortificação neste monte, pelos monarcas leoneses (século XIII), oposta ao castelo português de Vila do Touro, do outro lado do Côa, fundado pelos Templários.
A mais antiga referência a este assentamento militar data de 1226, na descrição dos limites do termo da Vila de Alfaiates. Conhece-se outra menção em 1231, numa carta de Fernando III à Vila do Sabugal, citando-a já como aldeia do termo do concelho do Sabugal. A última alusão data de 1320-21, já depois da passagem de Riba-Côa para posse portuguesa, onde se menciona a «igreja de Santa Maria de Caria Talaya».
A partir do século XIV, a aldeia terá sido abandonada e despovoada, pois deixou de deter importância estratégica e militar com o recuo da fronteira castelhana para leste. No local ainda se detectam os vestígios da antiga muralha defensiva, entre os quais alguns silhares com marcas de canteiro. No entanto, são parcos os indícios materiais da antiga povoação que aí terá existido.
As ruínas do Sabugal Velho situam-se na freguesia de Aldeia Velha. Os vestígios cobrem a totalidade do topo de um pequeno relevo, destacado da superfície planáltica pelos seus 1019 m de altitude, obtendo um amplo domínio visual da plataforma da Guarda/Sabugal, a norte. Para além do potencial estratégico, a ocupação humana do assentamento decorre da sua riqueza mineira, estando confirmada a presença de filões de ferro e estanho nas imediações.Residencial "O Robalo"
Telf. 271753566/271753594
Albergaria Santa Isabel "Rai Hotel"


Sábado – 29 de Julho
Domingo – 30 de Julho
Para qualquer informação use o seguinte mail:
responderemos a todas as dúvidas.
Toque de CaixaOs Toque de Caixa nasceram com os cantares de janeiras, no natal de 1985. O gosto comum pela música tradicional fez com que os seus músicos, um grupo de amigos, prosseguissem a recriação de novos ambientes sonoros. O moderno e o antigo são elementos de fusão para uma "nova música tradicional". Como os próprios definem, todos os intervenientes nesta banda acreditam que "a música realmente inovadora é praticada por aqueles que reconhecem a profundidade e a complexidade da tradição". "Para se saber o caminho em frente e consolidá-lo, é bom não esquecer o caminho que está para trás, a história e a sua inegável importância". Afirmam.
Foto: Hugo Robalo
"Secolorum" é uma peça de teatro que recria tanto quanto possível um qualquer momento do final da Idade Média.
Tempos místicos em que as pessoas viviam assustadas, fechadas em seus medos. Tempos de ladrões e salteadores vulgares que aterrorizavam as pessoas, já por si amedrontadas, percorriam caminhos, feiras e mercados semeando o medo.
O jogo do pau, tal como outros jogos de exibição de força era frequente nessa altura onde houvesse ajuntamentos. Quer fosse uma forma de exibicionismo, quer fosse como ajuste de contas, de rixas anteriores, criadas muitas vezes pelas alcoviteiras. Não faltava nessas ocasiões o senhor Feudal do sítio que passeava pavoneando-se perante os seus servidores.
10:00 Horas – Passeio a Sortelha em tractor.
11:00 Horas – Grallers de L’Acord
15:00 Horas – Apresentação dos ranchos Folclóricos de Sabugal, Sortelha e Monsanto, Rendo.
17:00 Horas – Actuação do grupo de teatro Guardiões da Lua da aldeia de Quarta Feira.
19:00 Horas – Actuação no Largo da Fonte do Grupo de Teatro do Sabugal +
22:30 Horas – Concerto com a banda Toque de Caixa
24:00 Horas – Concerto com a banda Dazkarieh



Tradere
Os Toque de Caixa nasceram com os cantares de janeiras, no natal de 1985. O gosto comum pela música tradicional fez com que os seus músicos, um grupo de amigos, prosseguissem a recriação de novos ambientes sonoros. O moderno e o antigo são elementos de fusão para uma "nova música tradicional". Como os próprios definem, todos os intervenientes nesta banda acreditam que "a música realmente inovadora é praticada por aqueles que reconhecem a profundidade e a complexidade da tradição". "Para se saber o caminho em frente e consolidá-lo, é bom não esquecer o caminho que está para trás, a história e a sua inegável importância". Afirmam.

O castelo do Sabugal está situado, na Cidade do Sabugal sobre um outeiro na margem direita do rio côa. A povoação do Sabugal tem origens lusitanas, conhecem-se inscrições que nos permitem dizer que as terras de riba côa eram provavelmente habitadas por um povo chamado Transcudani como aliàs o prova uma epígrafe situada na Ponte de Alcântara na província de Cáceres Espanha.
Os Monumentos Nacionais executaram alguns trabalhos de restauro e preservação do imóvel na década de 30, procurando manter a originalidade possível, tendo também a mesma instituição em conjunto com a autarquia recentemente realizado obras de beneficiação da fortaleza tendo construído nela um palco e bancadas que de certo iram servir para transformar o espaço que tanto já deu ao Sabugal, num espaço vivo e centro de cultura onde se poderão realizar todo o tipo de espectáculos.
Os Diabo a Sete apareceram nos inícios de 2003 em Coimbra e formaram-se a partir da vontade de tocar e reinventar a música portuguesa de raiz tradicional.
(Estava-lhe no sangue…) Juntou algumas dessas canções e cantou-as vezes sem conta num espectáculo chamado “Canções de Todo o Ano”. Depois fez um disco e mais um espectáculo (“Tapete Voador”).
Isabelle Guerbigny é monitora de dança tradicional europeia na Escola Pé de Dança, em Évora, e numa série de festivais nacionais e estrangeiros. É membro do grupo Uxu Kalhus (como monitora de dança) e leccionou aulas intensivas de «Danças do Poitou» no quadro dos encontros da dança (Besançon - França). Desde 1979, participa em vários festivais e encontros de dança tradicional em Portugal e em França. Realiza regularmente oficinas de dança em Coimbra, Oliveira de Frades e Viseu.

O complexo termal do Cró está situado entre as freguesias da Rapoula do Côa e Seixo do Côa, (15 Quilómetros da sede de concelho). As suas origens são antiquíssimas e possivelmente poderão ter sido usadas pelos Romanos, mas no entanto as notícias do uso das suas águas remonta só até ao século XVIII (1726).