quarta-feira, setembro 13, 2006

Serra das mesas parte II

Morfologia granitica da Serra das Mesas

Nesta área o estudo da morfologia granítica revelou uma intensa e interessante paisagem apresentando um modelado que se confirma variado e bastante singular, como são os exemplos que apresentamos em seguida, resultando em formas graníticas desconcertantes e pouco usuais que marcam indubitavelmente a paisagem e causando forte impacto no observador pela surpreendente beleza!

A meteorização esferoidal – As bolas de granito, variando em tamanho e perfeição de arredondamento, estão amplamente distribuídas por todos os continentes e em todos os tipos de climas, formando na paisagem conjuntos ou ocorrendo isoladamente. A génese e profusão das bolas graníticas deve-se ao facto das massas graníticas se encontrarem intensa e naturalmente diaclasadas, resultando este sistema de fracturação em inúmeros blocos relativamente individualizados e que posteriormente com a actuação dos processos de meteorização vão alterando e transformando o granito fresco, evoluindo os blocos duma forma angulosa para uma forma progressivamente arredondada.

A meteorização esferoidal, também designada por meteorização em “casca de cebola”, consiste no processo de formação de “conchas” concêntricas que envolvem completamente o núcleo de um bloco.

O processo de meteorização em “casca de cebola” está ligado ao desencadear da descompressão nos blocos de granito a partir de um ponto central provocando assim um desequilíbrio na estabilidade do bloco que evolui para o destacamento de placas por inteiro que envolvem o núcleo da rocha, podendo mesmo afectar conjuntos de blocos que apesar de sobrepostos não impedem a continuidade do processo de disjunção esferoidal de placas em redor de um bloco central, ou seja, ocorre um lajeamento concêntrico em consequência do alívio da pressão pois os materiais suprajacentes vão sendo alterados e removidos. Para ilustrarmos este caso concreto, apresentamos a seguinte fotografia:

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